Cambaleava em direção à porta, a tropeçar nos móveis e sapatos pelo caminho. Fora acordado em plena madrugada pela campainha. As luzes estavam apagadas e, para completar sua sorte, tinha um dos pés ainda atolado num sonho. Quando finalmente alcançou a porta, seu corpo gelou ao escutar um sussurro alto vindo de fora:
― Oi, meu nome é Getúlio. Sou aquele menino magro de sunga verde com quem você brincou numa piscina de hotel quando tinha sete anos, lembra de mim? Não se assuste, preciso muito falar com você.
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2 comentários:
gostei do pé atolado num sonho... por vezes eu passo o dia atolada no sonho...
Só de um pé?
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