4.5.07

Locomoção

Fim de tarde, lua em quarto crescente. Numa manobra cirúrgica, o motorista estaciona de ré entre duas motos e desliga a ignição:
― Obrigado, meu carrinho, por me trazer tão depressa para casa.
E o carro num transe, agora de porta aberta, a tudo conectado por uma espécie de loucura neutra.

3 comentários:

Naomi Conte disse...

gostei da foto nova... eu tb quero uma rede preguiçosa pra tomar café...

Anônimo disse...

imagino mais ou menos como seja...

nana disse...

não ficou faltando nada?